“África… um continente muito nosso” é título de projeto interdisciplinar do 5º ano

A história da África faz parte do currículo do 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio João XXIII e os estudos integram o projeto “África... um continente muito nosso”, que une História, Geografia, Língua Portuguesa, Arte e Música. 

Nas aulas virtuais ou nos temas de casa de História e Geografia, da professora Thaís Meditsch, os estudantes aprendem sobre questões históricas e geográficas (reinos, tribos e clãs - vindos de africanos escravizados ao Brasil, rotas e travessia de navios negreiros, localização do continente, hemisférios, vegetações, clima e países).

Com o objetivo de aprofundar ainda mais, cada estudante escolheu um país africano para pesquisar e as descobertas foram apresentadas ao grande grupo. “As irmãs Lara e Sofia trouxeram registros da viagem à África do Sul. Aprendi muito com elas”, comenta a professora Thaís. 

Em Arte, além de pesquisa voltada aos orixás que acontece junto com Língua Portuguesa, a gurizada produziu máscaras baseadas na técnica de colagem com papelão reciclado. “Ao longo das aulas fizemos um estudo lindo fundamentado nas esculturas e máscaras africanas”, conta a professora de Clarisse Normann. As músicas africanas e suas histórias são o tema das aulas de Música, do professor Mateus Zanolla. 

Para deixar o estudo sobre o continente africano ainda mais potente, o 5º ano participou de encontros enriquecedores com Elvira Gomes, de Guiné-Bissau, com representantes do Projeto Afroativos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint'Hilaire, incluindo a professora criadora do projeto, Larisse Moraes; e com Cristiane Gomes, pedagoga, professora da rede municipal e estudiosa da cultura africana.

Tolerância e respeito às diferenças foram as pautas principais dos encontros. 

Enquanto Elvira, que é mestre em Ciências Sociais e Naturais, falou com os estudantes diretamente de seu país, traçando reflexões importantes sobre a tolerância e a importância de se respeitar as diferenças, Larisse abordou a temática “Solte seu cabelo, prensa seu preconceito”; e Cristiane apresentou de forma lúdica seu conhecimento sobre os orixás.

O Afroativos promove, há três anos, empoderamento, conscientização e transformação por meio da educação afroafirmativa. “Na escola de vocês existe um trabalho bacana sobre África, mas isso infelizmente não é regra apesar de ser lei”, lamenta Larisse Moraes.