A partir de agora, a Biblioteca do João conta com livros falados. Desenvolvidos pelos alunos do 7º ano, da prática “Linguagens e práticas sociais”, os livros compõe uma coletânea de contos e fábulas para deficientes visuais e crianças não alfabetizadas. Gerar vivências significativas, diversas e humanas, usando a linguagem como recurso para uma intervenção social, está entre os objetivos da prática ministrada pela professora Gabriela Christofoli. 

Para o aluno Guilherme Borges, mais do que tornar acessível a leitura, o trabalho valeu a pena porque “mostra que o livro falado é um processo simples de ser feito”, disse. “Nós gravamos no celular e com a voz mesmo colocamos até efeitos especiais”, explicou Guilherme. 

A fim de conhecer a ferramenta e ter ideias, a professora organizou saída de estudos à sala de atendimento para deficientes visuais e ao acervo de livros falados e em Braille da Biblioteca da PUCRS. Após a saída, realizada em junho, os alunos escolheram as fábulas, gravaram os áudios e editaram o material no Laboratório de Informática. “A realização do projeto possibilitou, além do conhecimento dos recursos de acessibilidade, a sensibilização do grupo em relação às limitações das pessoas com necessidades especiais. A produção dos livros falados fez com que pudéssemos, através do uso da linguagem, promover uma intervenção social, proporcionando o acesso de deficientes visuais”, afirmou Gabriela.