Normalmente, a produção de um telejornal amador acontece, pela primeira vez, na faculdade de jornalismo. No entanto, aqueles estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental do Colégio João XXIII que seguirem carreira na área de comunicação vão ter esta experiência antecipada. A partir do estudo do gênero textual notícia com a professora Inês Farias Pinheiro, a ideia é que os telejornais sejam apresentados em sala de aula em setembro e, posteriormente, na Mostra Cultural, em novembro.    

Antes de produzir os textos, organizados em trios ou quartetos, a gurizada se aprofundou na estrutura da narrativa noticiosa que, ao contrário de outros gêneros textuais, não segue uma ordem cronológica e sim de importância dos fatos.

A gurizada também fará entrevistas “externas” e todo o conteúdo do telejornal estará formatado em um roteiro com laudas específicas, bem como manda o figurino. “Nesta idade eles precisam do concreto e a proposta do telejornal foi uma forma de estimular os alunos”, explica a professora Inês. “O professor tem que despertar curiosidade nas crianças e nos adolescentes e este trabalho está fazendo isso com eles”, fala.    

Além da curiosidade, a proposta está estimulando a vontade de escrever. Clarissa Ferreira, do 6º E, conta que apesar do gosto pela escrita, “nunca tinha me interessado pelo jornalismo e quando começamos a escrever a notícia tive muitas ideias”. 

Empolgadas com o trabalho, as estudantes Cecília Burgdurff e Júlia Muñoz, do 6º A, anteciparam a realização do 1º programa jornalístico. “Eu escrevi um jornal impresso que no final remetia para um telejornal e a Júlia teve a ideia de gravar e editar o telejornal. Fizemos tudo do celular”, fala Cecília. Satisfeita com o resultado, Júlia já inclui o jornalismo entre as possibilidades profissionais no futuro. “Penso em fazer Teatro, Direito ou Jornalismo”, revela.