Infantil exercita a solidariedade e a empatia através da vivência “Troca comigo? Bazar do brinquedo”

A vivência “Troca comigo? Bazar do brinquedo", que incentiva o uso solidário e compartilhado de brinquedos, livros e fantasias entre os pequenos da Educação Infantil, rendeu frutos. Além de encorajar o desenvolvimento da capacidade de pensar no outro, a atividade promoveu reflexões sobre o brincar e o ser solidário. “É muito importante esses momentos de troca na Escola e, principalmente, estimular a divisão com quem eles não conhecem, porque o troca-troca envolveu toda a Educação Infantil”, contou Deise Rosa Felix Teixeira, uma das mães que aderiu ao convite feito pela equipe técnica e pelas professoras para ajudar na vivência realizada no dia 24 de outubro. 

Para a coordenadora da Educação Infantil Márcia Valiati, o envolvimento direto das mães nessa proposta é uma oportunidade para elas compreenderem melhor a visão de infância do Colégio João XXIII e as enormes capacidades que as crianças têm de dar novos significados aos brinquedos. “Num mundo tão movido pelo consumo desenfreado e onde tudo é facilmente descartável, essas vivências são um contraponto importante na construção de valores relacionados ao uso e desfrute responsável, sustentável e solidário dos bens materiais. Acima de tudo, prova que o valor das coisas, em especial de um brinquedo, não reside na coisa em si, mas no significado subjetivo que lhe atribuímos. As crianças nos mostram compreender muito bem isso”, declarou a coordenadora.

Assim como na edição anterior, a participação dos pequenos foi espontânea e as trocas seguiram a lógica infantil, na qual os brinquedos possuem valores afetivo e estético e não monetário. “Para as crianças o valor dos brinquedos é diferente do valor monetário e é uma atividade bem lúdica, sem disputa e consumo”, comentou a mãe Luciana Gobbi Lorensi, que também participou da atividade como apoio da equipe técnica e das educadoras. 

As mães que acompanharam a vivência ressaltaram a importância do olhar do adulto em relação a escolha do brinquedo. “A seleção do brinquedo é da criança, mas o adulto precisa acompanhar este momento”, afirmou Angélica Rigotti Carvalho, mãe da etapa e membro da equipe de apoio da atividade.  “É importante lembrarmos para os nossos filhos que os brinquedos vão para outras crianças e devem estar em bom estado”, disse Deise.