O IV Torneio de Xadrez do Colégio João XXIII já tem data marcada e as inscrições estão abertas nas secretarias das etapas até 18 de julho. Podem participar da competição, no dia 7 de agosto, das 13h30min às 17h, nas salas 305 e 306, estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio. Com arbitragem profissional da Josué Aguiar ONG Embrião, o campeonato está entre as atividades que buscam incentivar o raciocínio lógico da gurizada.

O Clube de Xadrez, aberto para toda a comunidade, é a novidade deste ano. Realizada nas segundas-feiras, das 12h45min até as 13h25min, a atividade tem acompanhamento de Maria Fernanda Hennemann, orientadora educacional da etapa de 6º ao 8º ano. Para Vinicius Castañeda, do 9º ano, “o clube é mais uma oportunidade oferecida pela Escola para quem quer aprender ou exercitar o xadrez”. 

Assim como no ano passado, o campeonato promove, no dia 5 de agosto, das 13h30min às 15h, na sala 310, atividade com o enxadrista Adroildo José Martins. Pai de estudante do 2º ano do Ensino Fundamental, Adroildo vai ministrar a aula “Movimentos especiais e xeque-mate”.

Por ser deficiente visual, o enxadrista, premiado e reconhecido internacionalmente, viu no esporte a possibilidade de inclusão. “O xadrez possibilitou que eu me identificasse tanto com deficientes visuais quanto com pessoas sem deficiência”, afirma. Por meio da Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (ACERGS), de um software leitor de tela e de um tabuleiro especial, Adroildo já representou o Brasil em inúmeros jogos internacionais, em países como Polônia, Turquia, Espanha, Peru e Grécia.

Torneio de Xadrez - Fruto do projeto ‘Dúvida: a Razão do Xadrez’, organizado, desde 2014, pela Matemática e pela Filosofia, junto com o Serviço de Orientação Psicológico (SOP), o Torneio traz novas possibilidades para estudantes e professores. Enquanto para os estudantes, os aprendizados giram em torno de pensar estratégias criativas e racionais, aumentar o nível de concentração e das jogadas, para os professores fica o ensinamento de poder exigir mais em sala de aula. “Eles mostram um nível de concentração muito alto durante os campeonatos”, disse a professora de Matemática Maria Aparecida Hilzendeger, uma das organizadoras da iniciativa ao lado da psicóloga Maria Fernanda Hennemann, que completou: “o Xadrez simula um campo vital e possibilita aos alunos lidar com autoconhecimento, metas, frustrações e aprendizagens”.