“Joãomundi” transpõe para o Colégio projeto da UFRGS

Há alguns anos, alunos do Ensino Médio do João XXIII participam do “UFRGSMUNDI” – projeto organizado por estudantes de graduação, que simula negociações da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2017, além de ser representado no evento pelos alunos Augusto Leal de Britto Velho, Felipe Alves, Felipe Samuel e Leonardo Gandolfi, o Colégio possibilitou à 3ª série do EM a vivência de iniciativa semelhante. Batizada de “Joãomundi”, as plenárias aconteceram nas manhãs do dia 26 e 30 de outubro, incentivando, mais uma vez, o protagonismo dos estudantes em relação a construção do aprendizado. “Vimos os organismos internacionais em aula e foi uma forma brilhante de unir a teoria com a prática”, disse Augusto, da 3ª A.   

Através de discussões e negociações sobre questões mundiais, a iniciativa foi um espaço de debate e interação, engajando os alunos a questionarem e a transformarem a realidade. “É interessante trazer esta atividade para a Escola, porque ela se assemelha à política representativa e é uma forma bacana de colocar o aluno em uma posição de defesa da população”, afirmou Augusto, da 3ª A. 

Com o apoio do professor de Geografia Artur Bergelt, os estudantes que participaram do “UFRGSMUNDI” foram os delegados das assembleias, onde cada turma representou um órgão ou organização. Enquanto a 3ª série A foi o Conselho de Direitos Humanos (CDH); a 3ª C representou o Alto Comissariado para Refugiados (ACNUR) e a “E” simulou ser a Assembleia para o Meio Ambiente (ANUMA). Por intermédio da ex-aluna Vitória Rodriguez, uma das organizadoras do “URGSMUNDI” e graduanda do curso de Relações Internacionais da universidade, os estudantes tiveram acesso ao guia de estudos do evento e as cartas confidenciais destinadas para os delegados. “Foi um trabalho fabuloso porque eles realmente se envolveram. Deu para ver como eles podem fazer algo sem a mediação do professor e mesmo sem ter uma orientação mais específica, se comparados aos estudantes da graduação, os alunos do João construíram documentos finais muito interessantes, que em breve estarão disponíveis para a comunidade”, garantiu o professor Artur.       

Para dar mais veracidade às plenárias, a gurizada criou uma agência de notícias que simulou, em “tempo real”, fatos mundiais, como um ataque terroristas na Turquia. “Nesses dois dias, os professores se transformaram em expectadores das plenárias que duraram a manhã toda. Os alunos se organizaram sozinhos com a mediação do professor Artur, criando as regras do evento”, comentou orgulhosa a coordenadora pedagógica Mirian Zambonato.