A alimentação no Colégio João XXIII faz parte do projeto pedagógico. Mesmo que algumas medidas já tenham sido tomadas ao longo dos anos, desde a semana passada, o João XXIII está discutindo caminhos para melhorar ainda mais a alimentação oferecida à comunidade escolar. A Lei das Cantinas, de 31 de julho, “proíbe a oferta e a comercialização de alimentos que colaborem para a obesidade, diabetes e hipertensão, em cantinas e similares instalados em escolas públicas e privadas do Estado do Rio Grande do Sul”. 

As novas regras estipulam que sejam tirados do cardápio e do balcão os “refrigerantes e sucos artificiais”, as frituras em geral, entre outros, e alguns itens que a Cantina do Colégio já não oferece mais como balas, pirulitos, goma de mascar, biscoitos recheados, salgadinhos e pipocas industrializadas. 

A lei veda os alimentos industrializados que tenham percentuais de calorias provenientes de gordura saturada maior que 10% das calorias totais ou que em sua preparação seja utilizada gordura vegetal hidrogenada, além de produtos industrializados com alto teor de sódio. 

Segundo matéria divulgada pelo Click RBS Zero Hora, o governo do Estado ainda vai regulamentar alguns pontos da lei. 

NUTRICIONISTA - Atenta a determinação, a nutricionista do João XXIII, Joseane Mancio, propõe a realização de um cronograma de substituição dos alimentos que não poderiam mais ser oferecidos e a readequação de algumas receitas. “Neste cronograma, o refrigerante e os sucos de néctar comercializados na Cantina serão os primeiros produtos a serem retirados e algumas receitas que levam requeijão podem ser elaboradas com creme de ricota, por exemplo”, explica Joseane. 

CANTINA - Além do refrigerante e dos sucos de néctar, “o chocolate também está com os dias contatos”, diz Rogério Brasil Júnior, um dos sócios da Cantina. “Não compramos mais esses itens. É só acabar o estoque e deixaremos de comercializá-los”. No entanto, “o que me preocupa, é a possibilidade de os alunos trazerem de fora esses produtos”, afirma.    

O QUE JÁ FOI REALIZADO - Inserida no processo pedagógico, a nutrição, no Colégio, está entre os temas tratados no Comitê do de Relacionamento Socioambiental. Enriquecer a política de alimentação saudável seguida pela Instituição desde sempre está entre os seus objetivos. 

Entre as sugestões do Grupo de Trabalho de Nutrição, que funcionou em 2017, já implementadas na rotina alimentar do João XXIII estão a substituição do sal refinado pelo sal marinho; o uso do óleo de milho para as preparações dos bolos e biscoitos; a troca do açúcar refinado pelo açúcar demerara; a diminuição de embutidos no cardápio mensal e a retirada do suco e da sobremesa do almoço das crianças do turno integral Joãozinho Legal. 

Para a educadora de Saúde Integral, integrante do Comitê e mãe de três estudantes da Escola, Cristiane Abarno Dias, “a lei, mesmo que abrangente, tem muitos aspectos positivos e vai promover melhoras significativas na nutrição da Escola”. Além de mudanças práticas na alimentação, Cristiane acredita que “o Colégio deverá pensar em educação e conscientização por meio de palestras e oficinas de culinária. -- é um trabalho de formiguinha e deve ser feito em conjunto”.