O Seminário de Ciências Humanas para estudantes do 9º ao Ensino Médio do João XXIII, na manhã de sábado, 7/7, agregou conhecimento sobre diferentes culturas e visões de mundo. Por meio do tema “Etnias, Filosofias e Visões de Mundo: Educação, Diferenças e Possibilidades”, a atividade contextualizou assuntos estudados em sala de aula com questões importantes do cotidiano. Para o professor Rogério Carriconde, um dos responsáveis pela atividade, “o Seminário possibilita liberdade de escolha ao proporcionar aos estudantes contato com diferentes culturas e visões de mundo”.     

O budismo, o islamismo e as culturas e religões de matriz africana foram temas abordados. Refletir e debater sobre a diversidade e o preconceito gerados pelo desconhecimento e pelo senso comum foi, sem dúvida, o ponto forte do evento planejado pelos professoresArtur Bergelt, Adriane Corrêa Ramalho e Rogério Carriconde, nas disciplinas de Geografia, Sociologia e História, respectivamente. “Este evento é o tipo de atividade que só acontece no João. Foi muito construtivo”, diz a estudante Clara Strack, da 2ª série do EM. O estudante Edgar Nunes, também da 2ª série, complementa: “desde o evento do ano passado, estamos descontruindo nossa visão, principalmente, em relação ao Islamismo”.   

Para dar consistência ao Seminário foram convidados representantes de cada uma das culturas abordadas. A coordenadora de turno da Escola Cristina Ferreira de Mello e adepta do Budismo agregou conhecimento sobre a filosofia e os ensinamentos deixados pelo Buda Sakyamuni entre 563 e 483 a.C. A historiadora, designer e mãe de santo Cláudia Renata Pereira de Campos falou sobre a cultura e as religiões afro-brasileiras, que têm como base os preceitos trazidos de África pelos negros; e o professor e presidente da Comunidade Islâmica da grande Porto Alegre Guilherme Ibrahin Guerra, sobre a cultura e a religião Islâmica. “Somos uma Escola laica e queremos, com este Seminário, oferecer aos estudantes a oportunidade de ampliar conhecimento em relação as diferentes culturas para que a diversidade não gere preconceito”, explica a coordenadora pedagógica do 9º ao EM Mirian Zambonato.