O Colégio João XXIII virou zona franca para as artes, a música, a literatura e a ciência, no dia 26 de novembro, quando a Mostra Cultural e a Feira do Livro se espalharam pelo pátio, o ginásio e a biblioteca. A meteorologia favoreceu com um radiante dia de sol e os eventos foram abertos com apresentações musicais.

Já na entrada da escola os visitantes eram recebidos com uma decoração natalina- toda feita com garrafas pet pela turma do Joãozinho Legal- e com frases inspiradoras, como a de Charlie Chan: "A mente humana é como uma paraqueda: funciona melhor aberta". Também no pátio podia ser visto o ensaio fotográfico produzido pelos alunos da 6ª série sobre o livro a exposição "Mundos Imaginados",

Na Feira do Livro, montada ao ar livre, a professora Claire Constante contou A verdadeira História dos Três Porquinhos e quatro escritores deram autógrafos. Margarete Hulsendeger e Marion Cruz- ambos professores do João - apresentaram "E todavia se move" e "O que tem na barriga da Formiga", respectivamente. Pai do aluno Matheus (4a F) e membro do Conselho Deliberante, Edgar Aristimunho autografou "O homem perplexo" tendo, na mesa vizinha, Carol Bensimon, ex-aluna e autora de "Sinuca embaixo dágua" e "Pó de Parede". Durante o evento foram lançados, ainda, livros escritos e ilustrados pelos estudantes, como "Histórias para Ler, brincar e se divertir", do Maternal Multi-idade, organizado pela professora Luciana Colussi.

 

Máquina de assoprar
No ginásio, um castelo encantado guardado por seres mitológicos- a sereia, o Grúfalo e o unicórnio - recebiam os visitantes, que puderam conhecer todos os projetos premiados no Salão Ufrgs Jovem, e os filmes da Mostra de Curtas. Mas a Mostra foi muito além dos troféus. Criativas Caixas de Memória; uma Floresta Encantada, máscaras e cenários sheakesperianos; uma Porto Alegre em miniatura; um tufão feito com ventilador e uma fantástica máquina de assoprar construída por crianças com dentes de leite foram apenas algumas das atrações. "Cada detalhe é criação dos alunos, inclusive os mecanismos", informava a orgulhosa professora do Maternal B, Amanda Dornelles diante da barraca das "Coisas que voam com o vento.
Transformada em uma espécie de Bienal escolar, a biblioteca acolheu trabalhos de artes de vários níveis, feitos com técnicas e materiais diversificados, entre eles curiosos auto-retratos mimetizados com o fundo e quimonos baseados na obra de Tomie Otake. Reproduções dos quimonos - criados pela 4a série - foram, inclusive enviados para Tomie pela professora Ivone Ivone Rizzo Bins. "A produção artística dos alunos é tanta que daria para fazer uma mostra por mês", garante ela, sonhando com o dia em que o João XXIII terá um local específico para exposições.