A música foi vacina e antídoto contra as adversidades do ano de 2020 e o Sarau Festival emocionou a plateia virtual


A música foi vacina e antídoto contra as adversidades do ano de 2020 no Colégio João XXIII. Como questionou Gabriela Simon de Cenço, uma das cantoras do Sarau Festival, ocorrido na quinta-feira, 17, às 18 horas: “Existe melhor maneira de enfrentar o isolamento social?” Assim, sem palco, mas com uma plateia virtual numerosa e emoções à flor da pele, o Festival aconteceu, contando com a participação de 11 concorrentes nas categorias Infantil Solo, Infantojuvenil Solo e Infantojuvenil Banda.

Eclético por natureza, o evento ofereceu opções para todos os gostos, incluindo música erudita, latina, MPB, rock, canções românticas, instrumentais, canto a capela, e até um clipe com direito a cenário e figurino. Os vencedores, escolhidos por júri popular, receberam um troféu e um kit de livros selecionados pela equipe da Biblioteca. 

No Festival, porém, a classificação é apenas um ponto a mais, enfatizou a Coordenadora Pedagógica do Núcleo da Juventude, Ianne Vieira, na abertura do evento. Apresentadores da festa, os professores de música Mateus Zanolla e Ana Maestri brincaram que não gostariam de estar no lugar de quem tinha a missão de escolher entre concorrentes tão equilibrados em termos de qualidade. 

Dos três competidores da Categoria Infantil Solo, Maurício Chavannes foi o primeiro a ser chamado. Ele, que estuda desde os cinco anos na Fábrica de Gaiteiros de Renato Borghetti, abriu o evento com um solo de gaita. Yasmin Simon chegou logo depois, com estilo antagônico, interpretando uma canção em língua inglesa, e Beatriz Hoffmann Zucchi dispensou todo e qualquer instrumento, apostando unicamente no vocal e desafiando a platéia: “A minha vibe ninguém rouba/Você pode até tentar/Mas o som da minha voz/Você vai escutar”.

O breve intervalo entre o início da próxima categoria - Infantojuvenil Solo – foi preenchido com uma versão do Hino do João, entoado pela comunidade escolar, e por uma surpresa: um participante hors concours. Mesmo fora da faixa etária, Vinicius Canella enviou seu vídeo com um solo ao piano de “Für Elise” de Ludwig van Beethoven, que, por um feliz acaso, estava comemorando 250 anos de nascimento neste dia.

Mais concorrida entre as categorias, a Infantojuvenil Solo teve seis apresentações. Giovanna Falcão interpretou um canção internacional com tema intimista. Mas um dos versos legendados- por coincidência ou não – parecia uma despedida da Escola que está deixando neste ano: “Você nunca sairá de mim”. Tiago Castellan, o segundo concorrente entre os intérpretes jovens, também preferiu uma música estrangeira, acompanhando-se ao piano. Por sua vez, Ana Clara Tittoni da Silveira elegeu uma voz feminina sulamericana - Mercedes Sosa –como inspiração, cantando uma composição que, embora antiga, continua atualíssima no mundo de hoje: “Solo le pido a Dios/que el dolor/que lo injusto/que la guerra/que el engaño/que el futuro/ no me sea indiferente”.

Com uma interpretação instrumental ao piano, Stella Farias igualmente trouxe uma música dedicada à mulher, no caso o “hino” “Maria, Maria”. Ainda na linha do instrumental, Bruno Veronez apresentou um primoroso solo de guitarra no melhor estilo roqueiro. E o capítulo Infantojuvenil Solo encerrou com o clipe do “homen-banda” Lucas Lima Leite de Castro que, além de cantar, tocou cajón, meia-lua e guitarra.  Boina, casacão preto, cenário composto por imagens dinâmicas, ele encantou o público cantando trechos de três músicas do Maluco Beleza Raul Seixas, arrematadas com um pedido: “Ôoo seu moço/do disco voador/ me leve com você/ pra onde você for”.

Na categoria Infantojuvenil Banda, Gabriela Simon de Cenço – com sua banda formada por Pedro Calegaro, Antônio Nader e Antônio Olivé  - interpretaram MPB – e a dupla Miguel Vieira e Gabriel Castellan,  montaram um criativo medley.

Votações encerradas, os apresentadores ainda mantiveram o suspense com duas apresentações do Grupo Vocal do Colégio João XXIII - formado por profissionais da Escola, familiares de alunos e ex-alunos – ensaiados pelos professores Mateus Zanolla e Anderson Bobsin.  A noite encerrou com a divulgação dos vencedores (lista em anexo) e com a mensagem final de Ianne, citando um verso da música “Brincar de Viver”, de Guilherme Arantes, para caracterizar 2020 e saudar 2001: “A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não". 

CATEGORIA INFANTIL SOLO

1º lugar - Maurício Chavannes 

2º lugar- Beatriz Hoffmann Zucchi 

3º lugar -  Yasmin Simon 

 

CATEGORIA INFANTO JUVENIL SOLO

1º lugar – Stella Farias

2º lugar - Tiago Castellan

3º lugar - Ana Clara Tittoni

 

CATEGORIA INFANTO JUVENIL BANDA

1º lugar - Gabriela Simon de Cenço e banda