A apresentação oficial do Prédio 10 à comunidade escolar do Colégio João XXIII aconteceu na terça, 11 de abril, no prédio 305, das 19 às 21 horas.  O projeto - realizados pelas arquitetas Carina Moresco e Paula Pereira, sob coordenação do diretor de Obras e Patrimônio e coordenador do Comitê de Infraestrutura, engenheiro Alexandre Ozorio Kloppemburg – foi detalhado e aberto para questionamentos. Os presentes puderam, inclusive, percorrer a obra por meio de uma animação virtual.  

O prédio 10 terá a “cara” do João, mantendo o padrão arquitetônico horizontal, respeitando a premissa da sustentabilidade e incorporando o conceito das Salas Estúdios. Ele será construído ao longo de 2018 na área do barranco, atrás da etapa 1º ao 5º, e abrigará três salas de aula, além do novo Joãozinho Legal.  A escolha do local foi cuidadosa e guiada pelo Plano Diretor aprovado em 2015 pelo Conselho Deliberante e por conceitos da Construção Sustentável. Isso significa causar o menor impacto possível ao ambiente e também integrar a obra ao habitat vivo, ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Considera, portanto, as condições climáticas, hidrográfica e os ecossistemas do entorno. Privilegia, também, eficácia e moderação no uso de materiais de construção, dando prioridade ao baixo consumo de energia.

Conforme ficou comprovado na apresentação, o Colégio ganhará um espaço amplo, iluminado e integrado à área escolar. A cobertura em curva permitirá o reaproveitamento da água da chuva e as janelas amplas, assim como tetos translúcidos, proporcionarão uma economia considerável no consumo de energia. O prédio 10, entre inúmeras soluções criativas lúdicas, terá arquibancadas e paredes revestidas com plantas; terraço; pisos drenantes coloridos; brinquedos com redes e materiais acrobáticos; sala multiuso com paredes retráteis; e grandes painéis de vinil para acolher a escrita dos professores e dos estudantes em aula. A casinha de arvore hoje existente no local será preservada e as duas quadras esportivas ganharão novas localizações.

Todas essas ideias não são fruto apenas do conhecimento técnico das arquitetas. “É um projeto pensado por muitas cabeças”, lembrou Carina Moresco, referindo-se às inúmeras consultas à equipe pedagógica e o envolvimento direto da Diretoria da Fundação e dos conselheiros, em especial do Comitê de Infraestrutura, assim como a consultoria de um grupo de pais e mães ligados à área. Essa integração prosseguirá até o final da obra, que deverá respeitar todas as rotinas da Escola. “É natural uma certa ansiedade por parte das famílias nesse momento, mas podemos garantir que tudo será feito com o maior critério e segurança, com negociação e organização. Vamos cuidar bem dos seus filhos”, tranqüilizou a diretora Anelori Lange. Conforme o cronograma, as obras começarão na metade deste ano. “Até janeiro de 2019, o novo será entregue”, comprometeu-se Alexandre, admitindo que o prazo é apertado, mas
viável.