Projeto Cartografia renova Ensino Médio

Do 9º ano até o Ensino Médio, ele trabalha a partir dos eixos Importância do autoconceito, Eu e minha imagem, Eixos Temáticos e Cartografias de vida


O Projeto Cartografia propõe a construção de um Novo Ensino Médio. Iniciado no 9º ano do Ensino Fundamental e estendido até o final do Ensino Médio, foi planejado para iniciar no começo do ano, tendo passado por adaptações durante a pandemia. As ideias e referenciais utilizados se agrupam em quatro eixos: Importância do autoconceito, Eu e minha imagem, Eixos Temáticos e Cartografias de vida.

Conforme Ianne Godoi Vieira, coordenadora do Núcleo da Juventude, a construção do Projeto Cartografia iniciou no primeiro dia de aula, com os tutores realizando uma proposta de aproximação com a identidade do grupo e incentivando o autoconhecimento por meio do mapeamento de interesses, gostos e potencialidades dos estudantes. Logo em seguida, porém, sobreveio o surto de COVID 19 e, com ele, a recomendação de isolamento social com consequente suspensão das aulas presenciais. “Quando a Pandemia começou ainda não tínhamos conseguido iniciar a oferta das aulas eletivas. Então, fomos construindo aos poucos movimentos em prol das escolhas deles, do mapeamento e da personalização do ensino por meio de vivências eletivas na Pandemia”, explica a coordenadora. Dentro desta nova perspectiva, surgiram:

·         Espaços Eletivos, propondo a personalização dos processos de aprendizagem.

·         Salas do Projeto Cartografia no João 24 – parceria entre as disciplinas de Sociologia e Filosofia em um espaço de compartilhamento de pesquisas sobre profissões, divulgações de eventos (feiras, lives, etc) e materiais de referência, entre outros.

·         Geração 23#Profissões 2020 – parceria entre o Núcleo da Juventude, Sociologia e Filosofia, com participação do Grêmio Estudantil (GEJ), das famílias e da comunidade.

·         Encontros com convidados, espaços de incentivo ao protagonismo juvenil – experiências de aprendizagem, trocas, debates e reflexões

·         Ações voltadas à construção de uma proposta que tem o estudo como projeto, incentivando práticas de autonomia, diálogo e protagonismo.

·         Participação em concursos, olimpíadas e salões jovens.

 Mesmo com a suspensão das aulas presenciais foi possível trazer para o cotidiano do trabalho do Núcleo da Juventude referenciais essenciais que compõem a arquitetura pedagógica planejada para a qualificação e inovação do trabalho realizado com os jovens”, avalia Ianne. Na perspectiva das atividades virtuais, muitas intervenções sistemáticas em prol do engajamento e compreensão do trabalho por todos os estudantes foi mais desafiadora. Ela exemplifica o caso da 3ª série do Ensino Médio, em que os alunos precisaram lidar com a ressignificação diária dos seus sonhos e expectativas. Entretanto, “aproximar esses jovens de uma nova possibilidade que a Escola lhes convocou a assumir e exercitar: o de protagonista do seu projeto de vida, das suas escolhas - tendo o Colégio como parceiro nesse processo - não se efetivou com todos/as, na mesma intensidade e com todas as possibilidades”, chama a atenção.

No caso destes alunos já em processo de grandes mudanças em suas vidas, a Equipe Pedagógica fez um esforço especial para oportunizar que vivam o projeto Cartografia de forma ainda mais intensa. Para isso foram oferecidas oficinas; grupos de conversa; experiências de debate e reflexão sobre Profissões, Mercado de Trabalho e Orientação Profissional; simulados em Plataforma específica que realiza feedbacks detalhados para cada estudante sobre áreas e tópicos de estudo a investir. A Escola também disponibilizou o acompanhamento dos processos individuais e coletivos qualificando intervenções e planejamentos. Tudo isso resultou em subsídios para a construção do Novo Ensino Médio e a qualificação do Referencial Curricular do Ensino Fundamental.

Observatório das Juventudes

Importante lembrar, ainda, o estreitamento das relações com o Grêmio Estudantil e o Conselho de Alunos, por meio da escuta dos jovens em diferentes contextos, em especial, as tutorias e eletivas oferecidas no turno inverso. “Podemos pensar que o Colégio João XXIII, neste ano, aproximou-se de um Observatório das Juventudes, coletando evidências na interlocução diária com jovens, docentes e famílias, paralelamente ao trabalho de pesquisa e estudo sobre as Culturas Juvenis e o impacto dessa abordagem na escolha de uma Escola que se organiza pelos tempos humanos em um currículo que buscará como eixos estruturantes o estudo, a autonomia e o protagonismo juvenil”, analisa Ianne.

Com o retorno das aulas presenciais em 10 de novembro, abriu-se um novo espaço potencial para o Núcleo da Juventude seguir intervindo nas histórias individuais e coletivas dos estudantes, com uma estratégia mais próxima, olho no olho, oportunizando a análise conjunta de educadores e educandos. Para a coordenadora, “esse processo, poderá ser determinante na ressignificação desse ano para alguns estudantes, em especial a 3ª série do Ensino Médio, pois sabemos dos impactos da Pandemia para quem não terá o ano seguinte e desejamos fazer a diferença nesse tempo que nos resta”.