Famílias prejudicadas economicamente pela pandemia poderão negociar e refinanciar mensalidades, no Colégio João XXIII. A proposta foi debatida e aprovada na quinta-feira, 16 de abril, quando conselheiros da Fundação Educacional João XXIII, coordenadoras pedagógicas, Direção e alguns professores participaram de mais uma reunião online. No encontro, um convite da Diretoria Executiva da Fundação, a equipe pedagógica relatou como vem acontecendo a construção das aulas virtuais.

Para apoiar a reflexão sobre as negociações das mensalidades, a diretora Financeira, Danielle Barcos, apresentou números atuais da Instituição. “É uma situação complexa porque temos famílias que pagaram integralmente e famílias que estão precisando negociar em razão da diminuição de suas rendas neste período. Queremos pensar e encontrar critérios junto com vocês”, falou Danielle.

Após a apresentação de Danielle e a fala de mães e pais conselheiros, o refinanciamento às famílias em dificuldade financeira foi a forma de negociação adotada pelos conselheiros presentes. O fato do João XXIII ser uma escola custeada pela Fundação - entidade filantrópica e sem fins lucrativos – embasou a decisão.

A diretora-geral, Márcia Valiatti, citou Saint-Exupéry para retratar este sentimento de comunidade tão característico do João: “Em um mundo que se faz deserto temos sede de encontrar companheiros.” Para ela, a relação de companheirismo está presente na fala dos conselheiros, que acolhem com empatia as diversas famílias do Colégio. Em seguida, Márcia abriu espaço para as coordenadoras pedagógicas que, em sua opinião, também têm sido “companheiras incansáveis” nesse tempo de isolamento.

A coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Clara Coelho, compartilhou os desafios enquanto equipe técnica e de educadores de crianças pequenas, principalmente de transpor o que é a vivido na Escola e a profundidade das relações. “Passamos a criar meios para que o que a gente estava vivendo pudesse ter continuidade”, explicou. Além disso, "há a preocupação de não demandar excessivamente das famílias algo que é da competência nossa”, complementou.

A coordenadora pedagógica dos Anos Iniciais, Melissa Klein, deu continuidade à fala de Clara contando sobre os ajustes que estão sendo feitos a partir do relato das famílias e da equipe de professores.“Queremos achar um equilíbrio para que nossas crianças continuem se desenvolvendo de forma prazerosa”, afirmou. Ao finalizar sua fala, Melissa agradeceu: “Que bom esse diálogo com vocês para construir essa Escola tão querida”. 

A impressão que eu tenho é que temos uma orquestra e de uma hora para outra pedimos aos integrantes para acharem um outro lugar nela”, comparou Ianne Eli Godoy Vieira, coordenadora pedagógica do Núcleo da Juventude.

O João segue sendo humano, forte e único online, porque a equipe está tentando escutar as crianças e os jovens e buscando formas deles seguirem se relacionando”, disse emocionada Ana Laura Gionco, conselheira. 

O psicólogo institucional Cristiano Hamann fechou o encontro afirmando: “Uma comunidade é um comunidade porque tem um trabalho singular. Fazer esta discussão econômica sem dissociá-la da dimensão ética, é singular. Ter um olhar específico para cada família, para cada profissional, para cada situação, é singular. Aqui, as aulas continuam sendo presenciais porque o afeto segue sendo o caminho e o guia desta nova cartografia”.