Viva o João”! Assim o cantor e compositor Nei Lisboa encerrou o Sarau realizado na quinta, 5 de junho, em homenagem à diretora Márica Valiati e à vice Rosane Rodriguez. Além de Nei, responsável pelo gran finale da noite, apresentaram-se Jorge Hugo Souza Gomes, o Jottagá, Dão Real Pereira dos Santos, Amarildo Maciel Martins e Carolina Soares de Abreu – pais e mãe da Escola. Tudo isso sem falar nos ecléticos espetáculos preparados pelos professores do João e da Toque Musical, e pelos estudantes, incluindo canções, poesias, vídeos e performances teatrais, como a encenada pelo grupo da Educação Infantil, simulando a rotina diária da etapa e concluída com animada dança ao som do grupo Abba.

Decorado como uma tenda circense, com tecidos coloridos e guirlandas de luzes, o gazebo do Recanto do Bouganville recebeu os presentes ao cair do sol, quando a mestre de cerimônias Fernanda Radajeski anunciou o início do Sarau. A comunidade não arredou pé por quase três horas. As apresentações começaram com a Banda da Toque Musical, que também acompanhou Amarildo, um roqueiro de terno e gravata. A etapa 1º ao 5º - onde Rosane lecionava Português – homenageou-a com um emocionante coral de professores cantando “Novo tempo”, de Ivan Lins e também com um cordel feito e recitado pela estudante Beatriz Martins, do 5º ano. A diretora e a vice receberam, ainda, o “Pote do Encorajamento”, com mensagens de incentivo, além de “um carinho especial” dos parceiros da Feira Ecológica.

Entre as atrações, lá estavam a Banda J23 – com Isadora Bernardes, João Pedro Abarno Dias e Stella Farias –, a meninada do 6º ano regida pela professora Ana Maestri (em vídeo), a contadora de histórias e poeta Fabiana Souza e os professores Matheus Zanola, Marcello Soares (contando com o o auxílio luxuoso de Bob (sobrenome) executando cajón na tela), Nayla Azevedo e Aline Braga de Lima.

Isabela Becker, do 8C, deu o seu recado declamando o poema de sua autoria “Despeço-me” e a orientadora educacional Hildair Garcia Câmera, a Dadá, resumiu a mensagem de todos os artistas e firmou o compromisso da comunidade para com as novas diretoras com um texto do livro “A ciranda das mulheres sábias”, de Clarissa Pinkola: “Por baixo da terra, a árvore venerável abriga uma árvore oculta, feita de raízes vitais constantemente nutridas por águas invisíveis. A partir dessas radículas, a alma oculta da árvore empurra a energia para cima, para que suas naturezas mais verdadeiras, audazes e sábias vicejem a céu aberto”.