Pelo segundo ano consecutivo, estudantes do 8º ano à 3ª série do Ensino Médio do Colégio João XXIII participam da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB). Das quatro equipes inscritas da Escola, três passaram para a 5ª fase, integrando o seleto grupo de 2.219 equipes que estão praticamente na fase final. No total, o evento recebeu 18 mil inscrições de todo o Brasil. 

Orgulhosa, a professora orientadora Patrícia Dyonísio Carvalho comemora, também, o trabalho contextualizado analítico realizado no João XXIII. “A tarefa da 5ª fase tem muito a ver com que tento desenvolver em parceria com as professoras de Língua Portuguesa do 7º ano: a vinculação entre História e Literatura”, conta. A tarefa consiste em produzir uma crônica dissertativa a partir de um dos temas indicados, unindo conhecimentos sobre história, sociedade e literatura. 

Integram as equipes Clarissa Ferreira, Lorenzo Farias e Francisco Messias (8º ano), Larissa Neumann e Isabela Wey (9º ano) e Ana Paula Tavora, Maria Clara Lisboa, Mariana Aranha e Patrícia Melo (3ª série). As estudantes Larissa Neumann, Ana Paula Tavora e Patrícia Melo, finalistas da edição de 2019 e 1º lugar no Estado, fazem parte das equipes de 2020. 

Em razão do distanciamento social necessário no momento, todas as fases serão executadas virtualmente, inclusive a grande final, que começa no dia 4 de novembro. A divulgação dos resultados é esperada para 22 de novembro. 

Além da pré-olimpíada e de reuniões virtuais para refletir sobre as questões, semanalmente, Patrícia promoveu encontro entre as equipes do João com estudantes de Sorocaba e os professores Marcelo Leite e Thaís Freitas, ambos finalistas da ONHB em 2019 pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. O professor Marcelo Leite falou sobre o ofício do Historiador, “tema caro à prova da Unicamp”, afirma a professora Patrícia. 

Para ela, a olimpíada faz com que os estudantes se conectem com a História, sendo um convite à pesquisa na área das Ciências Humanas. “Não esta que leva à memorização de datas, fatos e personagens, mas com a compreensão de processos pelos quais mulheres e homens passaram e passam ao longo do tempo, sempre através de documentos. As provas não são simples, com respostas diretas que encontramos em livros, por exemplo. Cada questão é pensada para nos levar à reflexão e ao máximo de relação entre passado e presente por meio de documentos históricos, como videoclipes, notícias, charges, quadrinhos, obras de arte, relatos de viajantes, livros antigos. A olimpíada é um convite/incentivo à pesquisa e ao estudo das Ciências Humanas de forma não-eurocêntrica”, diz Patrícia.